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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Os casos de diabetes tipo 1 estão aumentando globalmente. Será que a obesidade também explica este crescimento?




Como aparece o diabetes tipo 1?

O tipo 1, que era conhecido como diabetes juvenil, é uma doença auto-imune na qual o organismo ataca suas próprias células (as células beta do pâncreas), destruindo a sua capacidade de produzir insulina.

Como está sendo observado o crescimento da doença no mundo?

O primeiro sinal de que o diabetes tipo 1 está aumentando foi observado em 2006 pelo projeto da Organização Mundial de Saúde conhecido como DIAMOND. Este projeto revisou dados de 112 pesquisas sobre diabetes em 57 países e mostrou que o diabetes tipo 1 aumentou, em média, 5,3% ao ano na América do Norte, 4% na Ásia e 3,2% na Europa.

Um segundo trabalho, o EURODIAB, comparou a incidência de diabetes em 17 países e observou não só que o diabetes tipo 1 estava aumentando (cerca de 3,9% ao ano, em média) mas também que este crescimento era mais acentuado em crianças abaixo dos cinco anos de idade.

O que pode explicar o crescimento do diabetes tipo 1?

Mudanças genéticas em um curto período de tempo não explicam este aumento. Os fatores ambientais provavelmente poderão explicar este crescimento, de acordo com Giuseppina Imperatore, coordenadora de uma equipe de epidemiologistas na Division of Diabetes Translation do Centers for Disease Control and Prevention.

Os pesquisadores procuram por influências que ocorram globalmente e consideram a possibilidade de certos fatores terem mais importância em algumas regiões do que em outras.

A lista de possibilidades é grande:

Cientistas sugeriram que o glúten, proteína presente no trigo, possa desempenhar um papel neste crescimento, já que os pacientes parecem estar em maior risco para desenvolver a doença celíaca. Além disso, o consumo de glúten proveniente de alimentos altamente processados tem crescido ao longo das décadas.

Os pesquisadores também avaliam quando os bebês começam a ser alimentados por raízes, pois os tubérculos armazenados podem ser contaminados por fungos microscópicos que parecem promover o desenvolvimento de diabetes em ratos.

Atualmente, o alvo de estudos são as infecções causadas por bactérias, vírus ou parasitas. A "hipótese higiênica" propõe que a exposição precoce a infecções ou organismos do solo ensina o sistema imunológico em desenvolvimento a se manter em equilíbrio e o impede de reagir de forma descontrolada num momento posterior da vida, quando encontra alérgenos. Desta forma, viver em condições higiênicas, privando crianças de exposições precoces, pode alimentar uma epidemia de alergias futuras.
A versão da "hipótese higiênica" para o diabetes tipo 1 propõe que quando o sistema imunológico aprende a não reagir exageradamente a alérgenos, também aprende a tolerar compostos estranhos a partir do próprio corpo e, portanto, impede o ataque auto-imune que destrói a capacidade de produzir insulina, ou seja, impede o ataque às células beta do pâncreas.

Algumas evidências circunstanciais suportam esta hipótese. Crianças com mais irmãos podem trazer infecções para casa, provindas de creche ou escola; estas crianças são menos propensas a serem hospitalizados por diabetes tipo 1. A doença também é menos comum em crianças que frequentam creches e, de acordo com pesquisas, mais comum em camundongos criados em ambientes estéreis.

Christopher Cardwell, professor de estatística médica da Universidade de Queen, em Belfast, realizou uma meta-análise de associações entre o diabetes tipo 1 e ordem de nascimento, idade materna no parto e nascimento por cesariana, os quais afetam os organismos a que as crianças são expostas. "Todos estes fatores pareciam estar associados", diz ele, "mas todos eles foram associações bastante fracas. Nenhuma delas foi de uma magnitude que poderia explicar a incidência crescente ao longo do tempo.

O que dizem as pesquisas mais recentes?

Recentemente, as pesquisas para explicar o aumento do diabetes tipo 1 tomaram um rumo inesperado. Alguns pesquisadores estão reconsiderando o papel de antigos adversários: o sobrepeso e a obesidade.

Essa suspeita pode parecer contraditória, dado que estar acima do peso colabora para a produção de grandes quantidades de insulina (como no tipo 2), e não pouca insulina. Mas alguns pesquisadores afirmam que o estresse de produzir tanta insulina pode esgotar as células beta do pâncreas e colaborar para que uma criança cujas células beta já estão sob estresse desenvolva o diabetes tipo 1. Essa ideia, chamada de "hipótese aceleradora ou de sobrecarga", propõe que "se uma criança é gordinha, a adiposidade extra irá desafiar as células beta do pâncreas", diz Rebecca Lipton, professora emérita da Universidade de Chicago. "Em uma criança que já iniciou o processo auto-imune, as células beta vão apenas falhar mais rapidamente, porque elas estão sendo forçadas a colocar para fora mais insulina do que uma criança magra coloca", afirma.

Qual é o objetivo de conhecer melhor o crescimento desta doença?

Os cientistas querem fazer mais do que apenas explicar o aumento do diabetes tipo 1, eles querem evitar este crescimento. Infelizmente, se o excesso de peso é um dos principais contribuintes para o problema, essa tarefa não será fácil. Ninguém, até agora, tem sido capaz de diminuir a epidemia de obesidade global. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins estimam que em 2048, todos os adultos americanos terão excesso de peso. Pelo menos se as tendências atuais se mantiverem.

Por isso é tão importante criar crianças (para não mencionar os adultos) fisicamente ativas, que se alimentem de maneira saudável e mantenham o peso corporal dentro de parâmetros considerados normais para a idade.


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Recrutamento de 100 idosos para pesquisa sobre queda



O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, unidade da rede pública estadual e maior complexo hospitalar da América Latina, está recrutando idosos com 60 anos ou mais, de ambos os sexos, e que tenham sofrido queda pelo menos uma vez, nos últimos 12 meses, para triagem e participação em projeto de pesquisa.
O objetivo do estudo do Serviço de Geriatria é reduzir o número de quedas nesta população. A pesquisa envolverá cerca de 100 pessoas, num período de três meses a um ano, e oferecerá orientações para modificações de fatores de risco.
As inscrições podem ser feita pelo site www.gerosaude.com.br
 

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Mau controle glicêmico em diabéticos


Mau controle glicêmico em diabéticos pode contribuir para declínio cognitivo em idosos, publicado pelo Archives of Neurology


Para determinar se os casos antigos e os casos novos de diabetes  mellitus (DM) aumentam o risco de declínio cognitivo e se, em idosos com DM, o mau controle glicêmico está relacionado a um pior desempenho cognitivo , foi realizado um estudo de coorte  prospectivo , com um total de 3.069 idosos (idade média de 74,2 anos; 42% negros e 52% do sexo feminino).
Os participantes completaram os testes conhecidos como Modified Mini-Mental State Examination (3MS) e Digit Symbol Substitution Test (DSST) no início do estudo e em intervalos selecionados durante dez anos. O  diabetes  mellitus  foi determinado no início e durante visitas de acompanhamento. A hemoglobina glicosilada
No início do estudo, 717 participantes (23,4%) tinham DM (casos prevalentes) e 2.352 (76,6%) estavam sem DM, 159 dos quais desenvolveram a doença durante o seguimento (casos incidentes). Os participantes com DM (casos prevalentes) apresentaram menores escores basais dos testes do que os participantes sem a doença. Entre os participantes com DM prevalente, o nível maior de hemoglobina
glicosilada  foi associado à menor média de escores, mesmo após ajuste multivariado.
Concluiu-se que, entre os participantes da pesquisa, o DM e o mau controle glicêmico entre aqueles com DM estão associados a uma função  cognitiva pior e ao maior declínio cognitivo . Isto sugere que a gravidade da doença pode contribuir para o envelhecimento cognitivo  acelerado.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Primeiros Socorros em Parada Cardíaca


Neste vídeo  podemos perceber as informações e a seriedade,técnica e profissionalismo que o momento requer devemos conhecer a rotina,manter a calma sem se esquecer podemos e devemos nos aprimorar para momento como este.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Sexo e câncer um tema negligenciado

 

A grande maioria dos médicos não falam sobre o tema com mulheres que sobreviveram à doença.

 

Muitas mulheres que sobrevivem a um câncer ginecológico ou de mamas dizem que gostariam de receber ajuda em relação às questões sexuais, mas poucas delas efetivamente procuram por aconselhamento, é o que mostra um novo estudo do Centro Médico da Universidade de Chicago.
Poucos médicos sabem como abordar as questões em relação aos efeitos do câncer sobre a sexualidade com suas pacientes, algo que não ocorre, por exemplo, os pacientes são homens em tratamento do câncer de próstata, afirma Stacy Tessler Lindau, professora associada de obstetrícia e ginecologia e autora do estudo.
“É crucial que os médicos que tratam de mulheres com câncer saibam que as questões sexuais geralmente são de ordem física”, diz ela.
“Os problemas físicos associados ao tratamento de câncer podem abalar os relacionamentos, causando preocupações e estresse e mesmo se tornando um fator isolador – muitas mulheres que nos procuram se sentem envergonhadas, culpadas e sozinhas. Elas sentem como se o problema estivesse quase que exclusivamente na mente delas”.
Dores, secura vaginal, perda do desejo, dificuldades de se excitar e atingir o orgasmo, além de preocupações em relação ao próprio corpo são alguns dos problemas sexuais vividos por algumas dessas pacientes. Outras também relataram que se sentem menos atraentes depois do tratamento.

Participaram do estudo 261 mulheres que sobreviveram a um câncer ginecológico ou de mama, entre os 21 e os 88 anos de idade, com idade média de 55 anos. A equipe de pesquisa constatou que 42% delas tinham interesse em receber ajuda médica em relação a problemas sexuais, mas apenas 7% procuram por aconselhamento.
As mulheres que já haviam terminado o tratamento há mais de um ano se mostraram muito mais propensas a querer aconselhamento do que as que ainda estavam em tratamento – 47% contra 32%. As mais jovens demonstraram maior preocupação com os problemas sexuais do que as mais velhas, embora mais de 22% das mulheres acima dos 65 anos também tenham respondido que gostariam de receber cuidados médicos para os problemas sexuais, disseram os pesquisadores. O estudo foi recentemente publicado online na revista especializada Cancer.
“Algumas mulheres têm coragem de conversar com o médico sobre suas preocupações sexuais, embora estudos repetidos mostrem que elas preferem que o profissional aborde o assunto primeiramente”, dz Lindau.
“Os médicos geralmente tentam entender as preocupações do paciente, mas lutam pela falta de conhecimento sobre como oferecer ajuda”, ela complementa.
Lindau e outros médicos de Illinois estão trabalhando no desenvolvimento de um programa para ajudar tanto médicos quanto mulheres com câncer a lidar com tais questões.

Fonte: The New York Times